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07/06/2010
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Criados à Imagem e Semelhança
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Qual o propósito da nossa vida? Para que fomos
“projetados”? Com qual finalidade fomos colocados no
mundo? Qual o verdadeiro sentido da nossa vida?
Inúmeras respostas já foram oferecidas para essas
perguntas. Mas, evidentemente, é impossível que
todas estejam igualmente certas. Se uma delas
estiver certa, todas as demais serão automaticamente
descartadas.
Mas como podemos identificar a verdadeira resposta a
essas questões? Só há um caminho: compreendermos
“por Quem” e “por que” o homem foi criado. O
único registro confiável sobre a origem da
humanidade está na Bíblia Sagrada, o livro de
Gênesis, capítulos 1 e 2 descreve a respeito. Estes
relatos revelam aspectos importantíssimos da
criação do homem:
·
Ela foi planejada por Deus (Gen 1.26);
·
Ela ocorreu de forma direta, especial e imediata (Gen
1.27; 2.7);
·
Ela envolveu dois aspectos: o pó da terra e o
fôlego de vida (Gen 2.7);
·
O homem foi feito à imagem e semelhança de
Deus (Gen 1.26,27). |
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De todos
esses aspectos, sem dúvida nenhuma, o último é o mais
importante e revelador. Deus criou o homem à sua própria
imagem e semelhança. Adão transmitiu essa imagem a seus
descendentes (Gen 5.1-3). Mesmo após a queda, o homem
preservou essa imagem e semelhança (Gen 9.6). A Bíblia
também diz que não podemos ofender aos outros, por causa
dessa imagem (Tg 3.9). E Davi descreve em linguagem poética
a glória da criação do homem (Sl 8.3-8).
À imagem e semelhança de Deus
Mas o que exatamente a Bíblia quer dizer, quando descreve o
homem como a imagem e semelhança de Deus? Muito já foi
escrito na tentativa de explicar o que essa verdade
significa. Essa imagem e semelhança de Deus são refletidas
em Adão e em seus descendentes em todos os aspectos da sua
humanidade.
Deus criou
o homem como um ser:
·
Imortal. Assim como Deus, a vida humana não pode ser
extinta. Apesar da Queda ter introduzido a morte física, sua
alma porém não pode ser destruída, estando “condenada”
à imortalidade (Gn 4.10).
·
Moral. Deus nos fez criaturas moralmente responsáveis
diante Dele por nossas ações. O nosso senso interior do que
é certo e errado nos diferencia dos animais (Rm
2.14,15).
·
Racional. Temos capacidade de raciocinar, de aprender,
de organizar e de se comunicar através da fala, que nos
separa no mundo animal. O domínio do homem sobre o resto da
Criação de Deus estava intrinsecamente relacionado a essa
capacidade. (Gn 1.28; 2.15,19,20).
·
Espiritual. Deus não fez o homem apenas corpo físico,
mas também espírito imaterial. Com o corpo físico o homem
relaciona-se ao mundo da matéria e, com o seu espírito, o
homem se relaciona com Deus e com o mundo espiritual (Gn
3.8; Jo 4.23,24).
·
Relacional. Além da capacidade de se relacionar com
Deus, o homem foi capacitado da habilidade de relacionar-se
com seus semelhantes. Embora os animais também vivam de
certa forma em comunidade, a complexidade e a profundidade
das relações humanas são incomparavelmente superiores às dos
animais (Gn 2.18,25).
É claro
que, após a queda, todos esses aspectos da imagem e da
semelhança de Deus ficaram comprometidos no homem. No
entanto, segundo Gn 9.6, o homem não perdeu totalmente essas
características. Nós, que estamos em Cristo, temos a
promessa de que o Senhor restaurará completamente essa
imagem e semelhança de Deus (Rm 8.29; 1Co 15.49; 2Co 3.18;
Cl 3.9,10).
Deus nos fez seres humanos,
homem e mulher.
Em Gn 1.27
e 5.1,2, a Bíblia faz uma conexão entre a criação do homem à
imagem de Deus e a criação dos seres humanos como homem e
mulher. Certamente, esse é um aspecto muito
significativo da imagem e semelhança de Deus, que
carregamos. A nossa criação como homem e mulher é um
dos reflexos divinos que mais revelam a imagem e a natureza
de Deus. Isso porque a união dos dois reflete a Trindade,
sob três aspectos distintos:
·
No seu relacionamento interpessoal. Assim como as
Pessoas da Trindade se relacionam em completa harmonia,
assim Adão e Eva foram feitos por Deus para se relacionar
íntima e pessoalmente (Gn 2.24,25; Jo 17.21,24).
·
Na igualdade de valor e dignidade de ambos. As três
Pessoas da Trindade vivem em harmonia e têm igual valor. O
Pai, o Filho e o Espírito Santo são igualmente Deus e,
apesar de serem pessoalmente distintos, formam uma perfeita
unidade (Jo 16.14; 17.1,4,5).
·
Na diferença dos papéis e funções que os dois exercem na
família. Apesar de serem igualmente importantes, o
Pai, o Filho e o Espírito Santo não exercem as mesmas
funções na Trindade. Há uma certa distinção de autoridade
entre Eles, que não afeta de modo algum sua importância e
divindade. Por exemplo: a Bíblia diz que o Pai tem
autoridade sobre o Filho (1Co 11.3). Este, por sua vez,
glorificou e obedeceu ao Pai, (Jo 17.4). Foi o Filho quem
veio para morrer na cruz (Jo 3.14,17). O Espírito Santo tem
a função de glorificar o Filho (Jo 16.14) e equipar os
crentes para o serviço cristão (1Co 12.4,7).
Qual o nosso propósito nesta vida?
1.
Glorificar a Deus:
Do ponto de vista de Deus, o nosso propósito nesta vida deve
ser cumprir aquilo para o que Deus nos criou, ou seja,
refleti-lo, glorificá-lo e ter comunhão com Ele. Isso posto,
Deus nos criou para a sua glória (Is 43.7; Ef 1.11,12; 1Co
10.31).
2. Desfrutar Dele para sempre:
Do ponto de vista humano, pensando nos nossos interesses,
descobrimos que só em Deus podemos nos alegrar e nos
realizar plenamente (Jo 10.10; Sl 16.11; Sl 73.25,26; 1Pe
1.8).
Bibliografia:
Comentário Bíblico do Professor, Lawrence Richards, Editora
Vida; Gênesis: introdução e comentário, Derek Kidner,
Edições Vida Nova; Teologia Básica, Charles C. Ryrie,
Mundo Cristão; Manual de Teologia Sistemática, Wayne
Grudem, Editora Vida.
Pastor
Gilson A Pinheiro |